segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Natal é tempo de meditar... É tempo de fazer uma viagem para dentro de si e promover um efetivo renascimento moral. Foi para nos fazer melhores que o sábio Aniversariante, homenageado no Natal, veio à Terra. Ele veio para nos ensinar sabedoria e o caminho para a felicidade... Por isso é que Natal é tempo de gratidão, de reconhecimento, de pensar sobre seu verdadeiro significado... Natal também é tempo de orar... É tempo de abrir o coração e dizer, com a sinceridade que a humildade proporciona: Jesus, que neste Natal seu olhar luminoso penetre nossa alma, como a brisa morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero... Que seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser, confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das lamúrias e distrações do caminho... Que o bálsamo do seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas queixas, socorra a nossa falta de fé. Que neste Natal o calor da sua bondade se derrame sobre o nosso espírito e derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos semelhantes... Que seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja, envergonhado, e não mais faça morada em nós... Que o seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do oriente e do ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana... Que neste Natal suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos infelicitam... Que a água cristalina da sua bondade percorra nossa alma e remova o lodo do ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos corroem e nos matam lentamente... Que o bisturi do seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho... Que neste Natal a pureza da sua amizade faça com que possamos ver apenas as virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem prevenções... Que sua canção de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as falenas que brincam na brisa morna penetrada pela suavidade da luz solar... Que o sopro da sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena já é realidade.. Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol interior que nos fará luz por inteiro... Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz... E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a sua presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz... Tão feliz que sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas vacilantes, mas uma bela melodia que vibra o amor em todos os corações, por sobre toda a Terra...

domingo, 11 de novembro de 2012

Você colabora com seu terreiro?


VOCÊ COLABORA COM SEU TERREIRO? Sem dinheiro não conseguimos nem pegar um ônibus, comer, vestir ou fazer parte de alguma atividade social que se auto mantenha a não ser que... Outros estão custeando nossa presença; o que é feito de fato quando um templo recebe a todos para um culto, louvação ou atividade mediúnica caritativa. Sempre há gastos e, se estamos sendo recebidos graciosamente e gratuitamente, alguém está custeando os gastos para realizar tal empreitada. O bem mais precioso, que é a vida, nos foi concedido gratuitamente assim como a presença de Deus, são bens que não se compram, vende ou troca. Daí a máxima: “dar de graça o que de graça recebemos”. Poe esta máxima se dá a ética: Não cobrar um único centavo pelo trabalho espiritual realizado nos templo, que são a Casa de Deus, em que se reconhece o poder de realização muito além de nosso querer, ego ou vaidade. Gratuitamente está ali a Graça Divina e o poder de ação de nossos Guias e Orixás. No entanto, quem paga o aluguel, luz, água, produtos de limpeza, vela, defumação, bebidas, fumo e outros elementos ritualísticos além de encargos e cobranças relativas à legalização e contabilidade de um Templo? O dirigente deve pagar tudo a fim de fazer valer sua condição de “beneficiário maior” ou este é seu “Carma”, o de manter e sustentar, sozinho, o trabalho que é realizado por um grupo de médiuns, uma comunidade? Então os outros médiuns, todos os Templos vivos de Deus e sacerdotes deste templo individual, que se reúnem no coletivo (terreira), não têm a mesma responsabilidade que seu dirigente/sacerdote, guardando as proporções a que cada um foi chamado em sua missão? Para um médium assumir, realmente, este compromisso mediúnico/sacerdotal deve ter na Umbanda, em sua mediunidade e missão espiritual, uma prioridade perante a vida, na qual não deve haver compromisso que seja que o libere de estar presente de forma consciente de suas responsabilidades, que não se limitam a “vir e vestir o branco”, além de se mostrar presente e disposto a ajudar deve se informar, também, de como colaborar financeiramente com o templo que o acolheu, tomando conhecimento do valor de uma mensalidade ou do quanto a casa necessita para suas despesas e realizações outras voltadas a comunidade. Direitos e Deveres, obrigações e responsabilidades, também fazem parte de um trabalho espiritual. Se, de um lado, tudo recebemos do “espírito”, de Deus e suas Divindades e Entidades, por outro vivemos e nos movimentamos em um mundo real, no qual estamos em sociedade com suas regras e leis que devem se observadas, respeitadas e cumpridas. Quem pretende realizar um trabalho espiritual com os olhos vendados para esta realidade está fadado ao fracasso, pois deve haver um equilíbrio, como um “caminho do meio”, entre espírito e matéria, nem tanto a terra e nem tanto ao céu. Pregar e viver o sagrado, fora da realidade material, em que vivemos, é tão perigoso e arriscado quanto pregar e viver um mundo sem a presença do sagrado, de Deus e seus mistérios. Pois ambas as opções podem alimentar, iludir, fanatizar e tornar a pessoa cega e fundamentalista. Não é difícil identificar médiuns acomodados, encostados e muito mal acostumados que em nada contribuem para as condições físicas, básicas e mínimas necessárias para se realizar um trabalho espiritual, com o mínimo de higiene, limpeza e dignidade. Muitos esquecem de que, se o espírito é sagrado o corpo que recebe o espírito também é sagrado, se o espírito tem origem divina o corpo também tem, pois a natureza é divina. Se o mundo espiritual é sagrado na realidade de terreiro o próprio terreiro em si, como a casa que recebe e aconselha o “Espírito”, a Deidade, também é sagrado. O chão do Templo é solo sagrado no qual “pisam” os Orixás e Guias Espirituais, as paredes são sagradas, tanto quanto o altar e a tronqueira, pois tudo compõem o todo que é a casa de fé, espaço mágico-mistíco-religiosa, no qual se manifesta o Mistério Maior por meio de seus adeptos; força, poder e mistério que está presente, também, em cada pedaço de pedra que compõe o Terreiro de Umbanda. Nosso corpo material assim como, a estrutura física do terreiro é uma dádiva concedida como oportunidade de evolução para nosso espírito, logo, que se cuide e tenha o mesmo sentimento/respeito tanto pelo espírito/divindade quanto pelo corpo/templo, zelando por sua manutenção. Aquele que não tem como prioridade participar efetivamente da sustentação material para sua realização espiritual, não é merecedor da mesma. Salvo raras exceções de médiuns em dificuldades, reais, de desemprego, diferente daqueles que, por não priorizar a “Sua Casa”, vivem dando desculpas de que “não tem recursos” ou estão “apertados este mês”; simplesmente por que têm outros gastos que vem antes de seu compromisso, com a casa que o acolheu. Se sobra um “dinheirinho” já está destinado a qualquer outra atividade, menos ao compromisso assumido. Alguns fazem todos os cursos de espiritualidade que vêem pela frente, se gabam de ser estudantes da espiritualidade, iniciados e preparados pelo astral em sua caminhada certa ao dia em que vão abrir sua própria casa, no entanto em nada colaboram com o principal, o templo ao qual dizem “fazer parte”. Se quiser descobrir ou conferir basta observá-los na cantina, nos bares, restaurantes ou convidá-los para comer uma pizza e frustrar-se quando o mesmo se oferece para rachar a conta, mesmo “sem um tostão para a contribuição do terreiro”. Assim sendo, antes que tudo acabe em pizza, explique à sua corrente mediúnica: Dar uma contribuição mensal para a manutenção de seus trabalhos espirituais e outras atividades realizadas pela casa (templo/terreiro) que o acolheu é o mínimo que se espera de quem assumiu este compromisso e o tem como prioridade na sua vida. Geralmente as colaborações individuais para a manutenção individual para a manutenção de um terreiro não passam do valor de uma ou duas pizzas... Mas... E sempre tem um “mas”... para aqueles que sempre estão descontentes, reclamando de tudo, há uma opção deveras interessante e pela qual muitos “umbandistas descontentes” já fizeram. Trocar esta colaboração, esta mensalidade, por 10% do seu salário, apresentando seu holerite para o calculo do bom e justo “dízimo”, devidamente explicado no livro sagrado, na Bíblia (Gêneses 14, 18): Melquisedec, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abraão, dizendo: “Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra! Bendito seja Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos”! E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo..

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


A polícia de Manaus (AM) prendeu o pastor Cleyson Alves de Souza (foto), 37, sob a acusação de estuprar duas obreiras, uma de 15 e outra de 17 anos. Segundo as vítimas, o pastor as aliciava dentro da igreja e em seguida, as levava para o motel, onde eram violentadas. Segundo elas, Cleyson prometia ajudar no desenvolvimento da forma física por meio do sexo. Durante as investigações, a polícia descobriu que Cleyson dizia que ejaculava “esperma de Deus” e que tinha de ser engolido pelas jovens “purificar a alma” a alma delas. Além de violentar as meninas, ele ainda, incitava a prática de atos libidinosos mostrando vídeo de um menino de 11 anos sendo violentado com um cabo de vassoura. Uma das vítimas contou que Souza dizia que, por ser pastor, podia ter o corpo da fiel que quisesse. À polícia, as adolescentes afirmaram que não haviam feito a denúncia antes porque ele as ameaçavas de morte. De acordo com a delegada Linda Glaúcia, Cleyson também se passava por policial. A Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) pediu à Justiça na semana passada prisão preventiva do pastor, após ter recebido a denúncia das adolescentes. O pastor foi preso quando pregava na Igreja Pentecostal Deus Altíssimo, na região centro-oeste da cidade. A polícia soube que ele estava ali por intermédio de uma denúncia anônima. OBS.: Já vi muitos Umbandistas, Candomblecistas, Padres e representantes dos cultos afro brasileiros fazerem isso em nome de Deus/Orixás/Magias tântricas curadoras nesses meus 30 anos de Umbanda. Lamentável.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

AS SETE LINHAS DE UMBANDA E SUAS INTERMEDIAÇÕES! Sete linhas existem na umbanda. Este número reflete as verdades maiores de cima para baixo, das divinas dimensões onde habitam nossos mentores até aos seres mais baixos da escala evolutiva. No movimento umbandista as sete linhas são objeto de um sem número de confusões e mal-entendidos, que de forma simples procuraremos desvendar. Devido a insistentes 'pedidos por carta’, novamente entraremos neste assunto, já abordado em números anteriores, para que possamos fixar a realidade das sete linhas de Umbanda, além de darmos “gancho" para que o leitor e irmão Umbandista possa se esclarecer melhor com relação a matéria a seguir, sobre as sete fases do movimento umbandista. Uma das primeiras dúvidas que surgem na mente do adepto umbandista é com relação as tão faladas sete linhas de Umbanda, pois existe uma grande confusão gerada em nosso meio devido a interpenetração de vários aspectos mitológicos, que foram por muitos mal interpretados. Um destes é com relação ao sincretismo, pois muitos confundem o Orixá com o santo ao qual ele é sincretizado. Estamos dizendo que, por exemplo, São Jorge não é Ogum e Ogum não é São Jorge, assim como São Sebastião não é Oxossi e více-versa. Os santos da Igreja' Católica foram homens, que como nós, um dia encarnaram no planeta, ao passo que o Orixá não. Estes são entidades altamente posicionadas na hierarquia celeste e nunca passaram pela Terra, como encarnados. Assistem por cima, dando direcionamento aos desígnios maiores de nossa coletividade planetária. Nós, Umbandistas, acreditamos existirem sete variantes espirituais por onde se manifestam todas as coisas e por onde tudo tem existência. Mas muitos irmãos perguntam: como podem haver sete linhas comandadas por um Orixá, se sabemos existirem pelo menos 14 deles, segundo os nossos irmãos da Nação Africana? Estes 14 Orixás são: Orixalá, Yemanjá, Ogum, Oxossi, Ossâim, Iansã, Obaluaiê, Oxumaré, Xangô, Obá, Nanã, Ibeji, Oxum, Odudua. Esqueceram-se do chamado "par vibratório", que é o que faz a linha. Esta é comandada por um Orixá feminino e por um Orixá masculino cada qual coordenando os atributos masculinos e os atributos femininos de milhares de seres debaixo de sua vibração. Estes pares são: ORIXALÁ - ODUDUA• OGUM - OBÁ OXOSSI - OSSÂIM XANGÔ - IANSÃ OBALUAIÊ - NANÃ IBEJI - OXUM YEMANJÁ – OXUMARÊ Aqueles que conhecemos mitos que contam as histórias destes Orixás entenderão o porquê desta complementação. Ressaltamos que o mito não deve ser seguido ou compreendido a risca, ele deve ser interpretado à luz da razão e da lógica, pois muitos atributos expressos nessas lendas se referem não ao Orixá, que está longe de alguns aspectos humanos que nelas são descritos, mas antes às tendências comportamentais que definem o temperamento de seus filhos. Para simplificar, chamamos as linhas apenas pelos nomes dos Orixás Orixalá, Ogum, Oxossi,Xangô, Obaluaiê, Ibeji e Yemanjá. Lembramos que os nomes Ibeji e Obaluaiê são atributos ou qualidades dos Orixás Yori e Yorimá, estes, seus verdadeiros nomes, vibrados e consagrados desde o início dos tempos. Abaixo destes, existem os Orixás Menores, que são os guardiães das luzes divinas dos Sete Orixás citados acima. Dentro desta Hierarquia sagrada, abaixo dos Orixás Menores temos os Guias que são os refletores da luz e abaixo dos Guias, os Protetores que são os executores da luz. Esta hierarquia não é semelhante as hierarquias da Terra, onde o que conta é o despotismo e o desrespeito. É, antes, um vínculo de responsabilidade e amizade entre espíritos-irmãos. Quanto mais elevado o espírito, mais consciência ele tem disso e mais trabalhos ele realiza. Cada um dos Orixás menores faz intermediação de uma linha a outra, ou seja, ele cruza para outra linha como costumamos dizer em nossos terreiros. Daí vem a expressão de que um Caboclo tal é cruzado com 'Ogum Xangô, etc, Damos abaixo a relação dos 49 Orixás menores. Salientamos que estas entidades dificilmente incorporam. Quando o fazem, é porque encontraram um médium limpo de mente e espírito, que possa se afinizar com suas vibrações. Geralmente, eles enviam emissários Guias, ou Protetores, que podem se utilizar dos nomes do Orixá menor que os comanda. Igualmente, estes nomes usados pelas entidades são chamados "nomes de guerra", que apesar de terem equivalência vibratória em nosso plano, não são os reais nomes destes mentores. São, em primeira instância, nomes usados para uma melhor assimilação pelos consulentes. LINHA DE ORIXALÁ: Caboclo Urubatão da Guia – Representante da Vibração Espiritual; Caboclo Guaraci - Intermediário para Ogum; Caboclo Guarani - Intermediário para Oxossi; Caboclo Aimoré - Intermediário para Xangô; Caboclo Tupi - Intermediário para Yorimá; Caboclo Ubiratan - Intermediário para Yori; Caboclo Ubirajara - Intermediário para Yemanjá. LINHA DE OGUM: Caboclo Ogum de Lei - Representante da Vibração Espiritual; Caboclo Ogum Rompe-Mato - Intermediário para Oxossi; Caboclo Ogum Beira-Mar - Intermediário para Xangô; Caboclo Ogum de Malé - Intermediário para Yorimá; Caboclo Ogum Megê - Intermediário para Yori; Caboclo Ogum Yara - Intermediário para Yemanjá Caboclo Ogum Matinata - Intermediário para Orixalá. LINHA DE OXOSSI: Caboclo Arranca Toco - Representante da Vibração Espiritual; Caboclo da Cobra Coral - Intermediário para Xangô; Caboclo Tupinambá - Intermediário para Yorimá; Cabocla Jurema - Intermediária para Yori; Caboclo Pena Branca - Intermediário para Yemanjá; Caboclo Arruda - Intermediário para Orixalá; Caboclo Araribóia - Intermediário para Ogum. LINHA DE XANGÔ: Caboclo Xangô Kaô - Representante da Vibração Espiriual; Caboclo Xangô da Pedra Preta – Intermediário para Yorimá; Caboclo Xangô 7 Cachoeiras - Intermediário para Yori; Caboclo Xangô 7 Pedreiras - Intermediário para Yemanjá; Caboclo Xangô da Pedra Branca – Intermediário para Orixalá; Caboclo Xangô 7 Montanhas – Intermediário para Ogum; Caboclo Xangô Agodô – Intermediário para Oxossi. LINHA DE YORIMÁ: Pai Guiné – Representante da Vibração Espiritual; Pai Congo D’Aruanda – Intermediário para Yori; Pai Arruda – Intermediário para Yemanjá; Pai Tomé – Intermediário para Orixalá; Pai Benedito – Intermediário para Ogum; Pai Joaquim - Intermediário para Oxossi; Vovó Maria Congá – Intermediária para Xangô. LINHA DE YORI: Tupanzinho – Representante da Vibração Espiritual; Yariri – Intermediário para Yemanjá; Ori – Intermediário para Orixalá; Yari – Intermediário para Ogum; Damião – Intermediário para Oxossi; Doum – Intermediário para Xangô; Cosme – Intermediário para Yorimá. LINHA DE YEMANJÁ: Cabocla Yara – Representante da Vibração Espiritual; Cabocla Estrela do Mar – Intermediária para Orixalá; Cabocla do Mar – Intermediária para Ogum; Cabocla Indaiá – Intermediária para Oxossi; Cabocla Iansã – Intermediária para Xangô; Cabocla Nanã Buruquê – Intermediária para Yorimá; Cabocla Oxum – Intermediária para Yori.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Os 7 Orixás!


Os Sete Orixás - Linhas ou Vibrações! Ao iniciarmos este assunto, faço a seguinte interrogação: Os Orixás das Linhas da Lei de Umbanda poderão ser, de fato, TODOS identificados com os Santos da Igreja Católica Apostólica Romana? Nós meus irmãos, respondemos: NÃO, NÃO e NÃO! Porque, se assim fosse, teríamos que admitir, pelo mais cometido princípio de lógica, que os Orixás teríam que ser tantos quantos fossem os ditos Santos da Igreja, inclusive os últimos canonizados e a Umbanda, apenas, simples apêndice desta Religião.Pensem sobre isto. Vamos começar, portanto, demostrando que SETE são realmente as Vibrações Originais ou Linhas e de SETE em SETE são os Orixás de cada uma... Antes, porém, vamos dar a definição do que sejam VIBRAÇÕES: São as Manifestações de uma LEI em harmonia, que afere o Número, o Peso, a Quantidade e a Medida, do Átomo aos Turbilhões, emanadasem origem pelos SETE Seres de pura luz espiritual,ou seja, os SETE Espíritos de Deus... São as "exteriorizações" do ABSOLUTO; não é "ELE em si", vêm Dele, são Dele, mas ainda não são ELE PRÓPRIO...porque a Luz Indefinida, Indivisível, não é "somada, nem subtraída, nem multiplicada". Os Sete Espíritos de Deus coordenam essas vibrações que regem o movimento no Cosmos para todos os sistemas planetários, ou seja, do original, o Universo Mater. Quanto a palavra Orixá, queremos que fique bem claro ao umbandista, que identifica realmente o espírito que tem UMA CHEFIA. Assim entendido, vamos determinar o sentido real da palavra Orixá. Esta palavra, que é ORISHA ou ORISÁ, foi por contração extraída da primitiva ORISHALÁ ou ORISÁ-NLA e tem sua origem nas línguas Árabes,Persa,Egípcia, Sânscrita, Vatan ou Adâmica,etc...que havia chegadoa raça negraà raça negra, de outros povos, especialmente dos Árabes...vejamos então o que ela traduzia pela original ORISHALÁ ou ORISÁ-NLA ou ainda suas variações ORINCHAMALLAH ou ORICHÃLAH, que gerou ORIXALÁ, da maneira que pronunciamos... Façamos a divisão em sílabas deste termo sagrado: a primeira, ORI, vem de ILORIN e esta, de ELOHIM, que significa a mesma ORI e interpreta-se como divindade, mas em sentido de astralidade. Exemplo: LUZ-Reflexo. A segunda, SHA ou SA ou ainda CHAM ou CHÃ, que gerou CHA ou XÃ, traduz-se como Fogo-Senhor-Dirigente.A terceira, ALLAH ou ALAH ou NLA ou LÃ, que os árabes chamam de Deus e, nos alfabetos primitivos, têm o mesmo significado...até na língua Kanúri, dos ditos africanos, ALÃ quer dizer CÉu, em sentido místico. Juntando-se estas sílabas falantes, verificamos que pronunciamos assim: ORIXALÃ, que significa A LUZ DO FOGO DIVINO ou LUZ DO SENHOR DEUS que corresponde a Iluminados pela Divindade, pelo Conhecimento, pelo Saber,etc... Isso tudo bem compreendido, começamos por afirmar que SETE são as realmente as LINHAS DA LEI DE UMBANDA, porque o 7 sempre foi,é e será cabalístico. É o número da "expansão e centralização"da UNIDADE. Todas as Escolas assim o consideram desde a antiguidade: Vejamos: as 7 forças fenomênicas, as 7 vogais, as 7 cores do espectro solar, as 7 notas musicais,os 7 Principíos do Homem, os 7 dias da semana, as7 Maravilhas do Mundo, os 7 Sábios da Grécia, os 7 pães do cesto de Cristo, os 7 passos mais penosos de Jesus, as 7 palavras pronunciadas no alto da Cruz, os 7 degraus maçonicos, 7 anjos, 7 trombetas, as 7 cabeças da Besta, as 7 Estrelas e ainda 7 em 7, são as fases crescentes e decrescentes do homem ( da infância a velhice), pois o 7 é o número sagrado de todos os símbolos. É composto do Ternário e do Quaternário (3 mais 4 igual a 7), e dessa reunião saí a Síntese Universal ou as Variantes da Unidade e constitui o Sagrado Setenário. É o único número da década que não é gerador nem gerado.Começaremos então, por dar a identificação nominal das Sete Vibrações Originais, que IRRADIAM E ORDENAM OS SETE ORIXÁS DE CADA LINHA: 1-VIBRAÇÃO DE ORIXALÁ ( ou OXALÁ ) 2-VIBRAÇÃO DE YEMANJÁ 3-VIBRAÇÃO DE XANGÔ 4-VIBRAÇÃO DE OGUM 5-VIBRAÇÃO DE OXOSSI 6-VIBRAÇÃO DE YORI 7-VIBRAÇÃO DE YORIMÁ Observação importante: os dois termos YORI e YORIMÁ, que identificam espíritos na "forma" de crianças e preto-velhos, foram revelados, pois com eles estão completas as "7 Palavras da Lei", expressões do próprios Verbo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Orixás!


Orixá, Quem És? Eis que mandei dar um Grito de Alerta a todos os Filhos da Lei, eis que mandei "pedaços" do GRANDE VÉU serem rasgados...eis que ordenei a tôda Banda despertar seus filhos diletos... Eis ainda, de YOXANAN, escolhidos então...Eis que agora, dou um segundo BRADO. TREMEI, tremei e sacudi os "cascões"que vos cobrem o "Ego". Rasgai as máscaras da vaidade que vos cegam, ofuscando a "visam interior". AFASTAI-VOS do "neroliro", que "faz morada"" nos lugares ONDE sei NOME é usado envolto em um manto escuro, onde placas de lama o tornam tão negro, que os olhos dos bons, dos sinceros na Fé, ficam obscurecidos, por tantas e tantas "camadas" que não mais conseguem dividir a cor LIRIAL do seu VERDADEIRO MANTO existente em sua FLOR, "que não fia e não tece"... Assim, mais uma vez, na inspiração de algo que esta em mim e NÃO é meu, escutei aquela mesma "VOZ" que não estava súplice...mas, vibrante, como se os canglôres de mil trombetas paralisassem tudo o que era "vida"; e nesse momento, um pobre "eu", esfacelado, beijando o "pó do plano terra" ainda que teve forças para interrogar: ORIXÁ, QUEM ÉS? Tornei a ouvir: Eu não o SOU...SOU aquele que a SENHORA DA LUZ VELADA, essa UMBANDA de todos nós, mandou,ordenando RELIGAR as diferentes concepções a uma só mística, em sua "única causa", e posso SER também qualquer Espírito,guia ou protetor, que, por merecimento, afinidade e conhecimento, no imperativo do KARMA, é chamado a colocar-se sob as VIBRAÇÕES ORIGINAIS de uma Entidade Superior, que assim me ordena e capacita como "ORIXÁ", ainda em Missão, através do mediunismo, inerente ao Plano da Lei de Umbanda, e , ainda, de acordo com minhas aptidões e inclinações, tomar a "forma" que dentro do meu Grau, seja ordenado usar.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Capa da 1ª edição do livro "Umbanda de Todos Nós" by W.W. da Matta & Silva de 1956.

W. W. da MATTA E SILVA O Movimento Umbandista teve dois eventos importantes: o primeiro, no final do século XIX, com o Caboclo Curuguçu e o segundo, na primeira metade do século XX, com Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas. O evento do Caboclo das Sete Encruzilhadas trouxe para os umbandistas a parte prática da Umbanda. Era o primeiro passo para o abarcamento geral, não havendo preparo da grande maioria da massa umbandista para receber os ensinamentos esotéricos da Doutrina. No entanto, devemos ressaltar que isso já estava previsto e alguns dos médiuns preparados pelo Chefe já sabiam do fato. No livro de João Severino Ramos, 1953, editado pela Tenda Espírita São Jorge, encontramos o seguinte: Um movimento de aglutinação se opera entre as agremiações de Umbanda. Busca-se um denominador comum para todos. Caminha-se a largos passos para uma necessária uniformização das normas de trabalho, no que elas possuem de fundamental. Delineia-se, em nítidos contornos, a estrutura de uma doutrina que nos revelará, afinal, a Umbanda Esotérica: os tempos são chegados. Na década de 1950 ocorreu o terceiro evento importante do Movimento Umbandista por meio de W.W. da Matta e Silva, Mestre Yapacani, que além de revolucionar conceitos doutrinários da Umbanda praticada até então, possibilitou através da sua mediunidade, as manifestações do Pai Guiné, o terceiro grande enviado do Astral para direcionar o Movimento Umbandista. Vejamos então quem foi este homem que, por meio de sua mediunidade e nove obras literárias, modificou substancialmente os aspectos doutrinários da Umbanda. Woodrow Wilson da Matta e Silva nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 28 de julho de 1917 e foi, com a família, para o Rio de Janeiro aos 5 anos de idade. Entre 12 e 13 anos passou a experimentar as primeiras manifestações mediúnicas (algumas visões). A primeira manifestação ocorreu quando tinha 16 anos, incorporando o Preto-Velho Pai Cândido. Nessa fase da vida trabalhava como auxiliar de um jornal do Rio de Janeiro e residia no centro da cidade. Nas noites de quinta-feira, realizava sessões mediúnicas, incorporando Pai Cândido, para atender as pessoas da república onde morava. Diversas vezes programou atividades profanas para quinta-feira, porém Pai Cândido se manifestava mostrando a ele a sua tarefa para com as pessoas, que aguardavam essa noite para serem consultadas. Aos 17 anos passou a visitar alguns terreiros de Umbanda em busca de um lugar para trabalhar mediunicamente. O Preto-Velho, entretanto, pedia que ele tivesse paciência e dizia que ele teria sua própria casa espiritual. Aos 21 anos passou a residir no bairro da Pavuna, onde montou seu primeiro terreiro. A partir de 1954, Pai Guiné se manifestou e deu direcionamento a sua mediunidade. Nessa época, recebeu dessa Entidade a mensagem Sete Lágrimas de Pai-Preto, conhecida pela maioria dos umbandistas. Essa mensagem mostra a realidade do cotidiano de um terreiro e as diferentes consciências que a ele acorrem, procurando auxílio espiritual. Ainda nesse ano passou a escrever para o Jornal de Umbanda localizado à Rua Acre, 47, 6o andar, sala 608. Iniciou também a obra que mostrava uma nova visão da Umbanda. Nessa época teve vários transes mediúnicos em que se via numa grande mesa, onde em uma das extremidades havia um Velho Pajé que folheava um grande livro. Próximo dele, algumas Entidades Espirituais discutiam o momento propício para a publicação do livro. Decidiram então, que a hora oportuna havia chegado e, em 1956, essa fabulosa obra foi trazida a público. Umbanda de Todos Nós foi lançado, às expensas do autor, pela Gráfica e Editora Esperanto, localizada na época, à Rua General Argolo, 130, Rio de Janeiro. A primeira edição saiu com 3.500 exemplares e rapidamente se esgotou. A partir da segunda edição a obra foi lançada pela Livraria Freitas Bastos. Atualmente, oito das suas nove obras são publicadas pela Ícone Editora. A sua família não permitiu a reedição do livro Macumbas e Candomblés na Umbanda. Umbanda de Todos Nós agradou a muitos umbandistas, que nela encontraram os verdadeiros fundamentos em que se podiam escudar, principalmente nos aspectos mais puros da Doutrina. Entretanto, esta obra incomodou muitos seres encarnados e desencarnados ligados ao astral inferior, principalmente os pretensos lideres umbandistas da época e de todos os tempos, interessados no comércio de ilusões. O ataque incessante sobre a obra serviu apenas para divulgá-la. Esse fato propiciou a ira de seus inimigos que começaram a atacar o médium por meio da magia negra. Nessa batalha astral, as sombras e as trevas recorreram a todos os meios agressivos e contundentes disponíveis, arrebanhando para suas fileiras de ódio e discórdia tudo o que de mais nefando encontrassem, encarnados ou desencarnados. Esses ataques atingiram sua esposa, Dona Carolina da Silva, e seus filhos Ubiratan e Eluá. Muitas vezes balançou, mas não caiu. Uma boa parte de seus perseguidores sofreu a cobrança cármica da Lei. Esses fatos causaram muita tristeza a Matta e Silva, que recebeu permissão do Astral para interromper temporariamente o seu trabalho para restaurar suas forças. Diversas vezes comentava que só não tombou porque Oxalá não quis. Após o recesso, Pai Guiné assumiu toda a responsabilidade pela manutenção e reequilíbrio espiritual de seu filho, para em seguida orientá-lo na elaboração de mais uma obra. Por intermédio da Gráfica e Editora Esperanto publicou Umbanda: Sua Eterna Doutrina, com conceitos esotéricos nunca divulgados. Esta obra agradou os estudiosos e intelectuais, porém não logrou boa aceitação pela maioria dos umbandistas da época. Para complementar e ampliar os conceitos tratados nesse livro, publicou, em seguida, o livro Doutrina Secreta da Umbanda que também agradou a muitos umbandistas. Apesar de suas obras serem lidas e estudadas pelos adeptos e estudiosos do Ocultismo, seu terreiro em Itacuruçá era frequentado por pessoas simples e humildes que nem imaginavam ser Matta e Silva um escritor renomado do meio umbandista. Em seu Santuário junto à natureza, escreveu outro livro importante: Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de um Preto-Velho, obra mediúnica que apresenta um profícuo diálogo entre um discípulo, Cícero e um Preto-Velho. Essa obra apresenta uma linguagem mais simples para a maioria dos umbandistas. O Terreiro do Pai Guiné, em Itacuruçá, estava sempre lotado. Ali eram atendidas pessoas da região e de locais distantes do Brasil. Nessa casa espiritual, os problemas do ser humano eram tratados à luz da razão e da caridade. Durante 10 anos, W.W. da Matta e Silva atendeu pessoas da localidade e das ilhas próximas, ministrando medicamentos vegetais e alopatias simples que ele mesmo comprava no Rio de Janeiro. Prosseguindo em sua missão, escreveu seu quinto livro: Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda onde explica, com linguagem simples e acessiva, as raízes da Umbanda, aprofundando-se no sincretismo dos Cultos Afro-Brasileiros. Em seguida, publicou a sexta obra: Segredos da Magia da Umbanda e Quimbanda onde fez uma abordagem da Magia Etéreo-Física e revelou, de forma simples e prática, alguns rituais da Magia de Umbanda. Sua sétima obra: Umbanda e o Poder da Mediunidade explica a necessidade da restauração da Umbanda no Brasil, mostrando suas verdadeiras origens. Aborda ainda, aspectos importantes da Magia. Em 1969, publicou o livro que sintetizava os sete anteriores: Umbanda do Brasil, esgotado seis meses após o lançamento. Em 1975, Matta e Silva lançou sua última obra: Macumbas e Candomblés na Umbanda, onde fez o registro das vivências místicas e religiosas dos denominados Cultos Afro-Brasileiros, mostrando os graus de consciência de seus praticantes, nos níveis mais populares da Umbanda. Vejamos dois trechos das páginas iniciais de Umbanda de Todos Nós: Meus irmãos espirituais...jamais esqueceremos o dia dois de abril de 1958 às 14:15 horas, hein? Com um pito e três baforadas trouxe o velho G...hein? Wanda...lembras? Oh, que sublime intuição e proteção a tua, naquele instante crucial, minha irmã! Como a “coisa” pegou fogo, daí por diante. Assim, dedico-lhes esta página, para que saibam que jamais esqueci um só minuto, a nossa passada e presente amizade, da qual, deram provas, em carinho e dedicação, durante o tempo que privamos, testemunhando juntos...naquela luta de março a junho de 1959... Nesta página o mais sincero dos meus “saravá” para o digno confrade e amigo capitão JOSÉ ALVARES PESSOA, Presidente e Diretor de Doutrina da Tenda São Jerônimo. A este umbandista de fibra, pela sinceridade com que emitiu o conceito abaixo sobre esta obra, quando por ocasião do lançamento da 1a edição – o mais fraterno dos meus “saravá”... Sendo o primeiro que, desassombradamente e por escrito assim procedeu, causou-me singular satisfação, visto que, em sã consciência ninguém lhe pode negar autoridade, fruto dos profundos conhecimentos que tem sobre o movimento externo e interior da Umbanda, revestidos pela sua cultura e pela experiência de mais de 30 anos, como militante, nesse meio. Matta e Silva era muito humano e avesso a mitificação e a mistificação de sua pessoa. Era muito sensível e possuía personalidade forte, acostumado que estava a enfrentar as lutas da própria vida. Era muito inteligente e tinha os sentidos muito apurados. Mas era um ser solitário, apesar de estar sempre rodeado por muitas pessoas. Seu espírito voava, interpenetrando as causas dos sofrimentos e mazelas das humanas criaturas. Para todos tinha uma palavra amiga e individual. Não tratava problemas, tratava almas. E, assim, tinha para cada ser humano um modo de agir, segundo o seu grau de consciência. Era incrível na mediunidade. Seu famoso copo da vidência, apresentava nuances tridimensionais. Em perfeita ligação fluídica com Pai Guiné ou Caboclo Juremá, revelava mensagens importantes do Astral e diversos fenômenos magísticos. Seu terreiro, uma construção simples e humilde, em um prédio de 50 m2, denominava-se TENDA DE UMBANDA ORIENTAL (T.U.O.), verdadeira Escola de Iniciação de Umbanda Esotérica de Itacuruçá, na Rua Boa Vista, 117 no bairro Brasilinha. Durante 50 anos de incessante trabalho mediúnico, nunca se curvou aos ataques do submundo astral. Sua palavra e sua escrita foram armas fiéis defensoras da verdadeira Umbanda. Vejamos um trecho da sua introdução de sua obra Umbanda do Brasil “Nós jamais tivemos a pretensão de querer impor uma sistemática doutrinária “da nossa Umbanda de elite” a presunçosos “Chefetes de Terreiro” manipulados por quiumbas e tampouco a “psudobabalaôs” analfabetos, chafurdados no meio vibratório grosseiro que criaram, cheirando a pipoca, sangue e galo preto. Desses que se multiplicam por toda a parte, ostentando “diplomas” de fontes escusas, a fim de fazerem da Umbanda uma industriazinha rendosa...De conluio com certas “casas” que vendem artigos religiosos de Umbanda. Tampouco jamais esperamos influir e muito menos aceitar a “linha doutrinária” dessas pseudo-organizações de “cúpula” ditas Uniões, Confederações etc – pois cada uma tem seu “dono” enquistado e cercado de sua camarilha. Nós somos, realmente intransigentes em nosso ideal e no cumprimento da tarefa que recebemos de caboclo e preto-velho de verdade, e estamos dentro de uma conscientização que não teme nada, quando se faz preciso defender a Sagrada Corrente Astral de Umbanda. E não importa continuemos sozinho – há mais de 20 anos – nessa luta até o fim de nossos dias terrenos. Outros surgirão e retomarão o encargo. Continuaremos escrevendo, elucidando e combatendo a astúcia dos espertalhões e de certos “visionários”, uns até de formação iniciática ou esotérica consolidada em outros setores e que pretendem arreglar o meio umbandista para fins ocultos... Isto é, políticos, arvorando-se até em “juízes” dos fundamentos da Sagrada Umbanda, como se nós – iniciados dela – déssemos “bola” para esse tipo de capatazes do “esoterismo, orientalismo e teosofismo” que se achegaram com a tola pretensão de nos dar lições.” A década de 1960 foi um período difícil para o Movimento Umbandista, em virtude do enxovalhamento que certos programas de televisão, jornais e revistas fizeram às entidades umbandistas. Os “diretores” e “presidentes” de tais Federações e Uniões contemplavam tal afronta covardemente, sem levantar um dedo para defender a sua religião. Em 1967, as importantes revistas Realidade, O Cruzeiro e Fatos e Fotos publicaram reportagens sobre o conhecido médium mineiro Zé Arigó, enaltecendo as “suas maravilhosas” curas e cirurgias espirituais por meio de seu mentor, chamado Dr. Fritz. As vantagens financeiras passaram a envolver o médium, através de milhares de receitas mensais, que implicavam em um maior consumo de medicamentos de determinados laboratórios. Essas reportagens traziam, além da fotografia do Sr. Arigó, um enorme cartaz pregado na parede e que dizia: Espiritismo de Kardec, sim! Umbanda e Macumbas que não curam e causam doenças, não! Nada de Terreiros. Ass: Dr. Fritz. Vejamos o que dizia Matta e Silva sobre o assunto: “Que fizeram esses pseudolideres, esses “donos” de Organizações da “cúpula” umbandista, diante disso; Nada! Absolutamente nada! Ficaram a “ignorar”, uns cinicamente, outros “inocentemente”, semelhante achincalhe. Suportaram tudo, agachados, de quatro pés, silenciosamente. Engoliram a moral umbandista – “com caboclo, preto-velho, Orixá e tudo”...Ah! fariseus! É por essas e por outras que eles não toleram o tal do Matta e Silva... E quando surgimos (a convite) num famoso programa de televisão – Show Sem Limite – inicialmente na TV Rio, depois na TV Tupi – (outubro e novembro de 1967) debatendo vários assuntos, entrando até na polêmica, pois visava sempre elucidar sobre a Umbanda e fizemos a sua defesa, desassombradamente, desafiando duramente o tal Arigó (ou o Dr. Fritz) a que viesse provar aquela indignidade (definindo o que ele entendia por Umbanda), agitando e apaixonando o meio umbandista digno, consciente, sincero, foi o que aceitamos tomar contatos no citado meio. Nessa circunstância recebemos o apoio direto de alguns irmãos umbandistas, que julgamos dignos, sinceros, assim como o Dr. Henrique Landi e outros, e muito especialmente o digno Deputado Áttila Nunes. Com esse confrade e valoroso umbandista, através de seu programa radiofônico Cânticos de Umbanda – Melodias de Terreiro, pela Rádio Rio de Janeiro, debatemos a questão, em longas entrevistas, intimando os responsáveis para que tirassem dali – do “Gabinete de Curas” do Sr. Arigó – aquela tabuleta, o que foi feito, segundo comunicações e retratações posteriores, por carta e jornais... Mas não foi só isso! Certos outros “lideres” que tinham o dever moral de já terem feito de alguma forma o que nos coube fazer (pois alguns deles tem coluninha fixa em jornais), em vez de se acercarem nesse objetivo, o que acharam de fazer, nessa ocasião foi babarem as peçonhas da inveja e do despeito, “assombrados”, pensando que pretendêssemos tomar de “assalto” a tal “liderança” deles, no dito meio – desse mesmo que jamais tiveram a dignidade nem a convicção de defender, mesmo que o fizessem “com pipoca, dendê e galo preto... que é o que sabem fazer e ensinar. A esses despeitados tradicionais aqui vai um bom tranquilizante: não se assustem! Entre o Matta e Silva e eles, nunca haverá um denominador comum. Conhecemos vocês muito bem. Sabemos o que fazem pelo que doutrinam e usufruem.. Jamais pretendemos ser o “dono” de organizações saturadas de ebó e da menotoxina dessas “babás do santo rebolado” e nem desses “babalaôs deslumbrados, vigaristas, feitinhos no Kêto – filhinhos de Yansã, de olhares de peixe morto...” Agora, essa que temos há anos de defender – a dignidade da verdadeira Corrente Astral de Umbanda – essa é a nossa mesma. Dessa liderança moral, intelectual, espiritual, não abrimos mão, nem de uma só vírgula, para arreglos espúrios; nem ontem, nem hoje, nem amanhã... Portanto, continuaremos influenciando o meio umbandista evoluído, através de nossas obras, conforme já é um fato inegável, na certeza de que cada vez mais crescerá o número dos que estão se elucidando nelas “. O “Velho Matta” desencarnou em 17 de abril de 1988, em Jacarepaguá. Durante 25 anos visitou mais de 600 Terreiros para poder relatar, em suas obras, o que se passava no seio do Movimento Umbandista. Trouxe à luz os aspectos esotéricos da Umbanda que, infelizmente, é praticada na atualidade por poucos Terreiros.