quarta-feira, 20 de janeiro de 2010



Aquário: De 21/01 a 19/02!

O 11º signo do zodíaco trás a consciência do valor das idéias, da criatividade e da liberdade. Signo de elemento ar. Influência cósmica de Saturno e Urano. Seu símbolo, são ondas que se sobrepõem e nos alude ao movimento constante para o despertar da consciência cósmica e rumo ao infinito. A busca pela liberdade e pela independência é característica mais marcante da pessoa nascida sob regência deste signo. Odeiam limitações as imposições e amam liberdade de expressão seja ela artística, afetiva, mental, sexual e espiritual. Muitas vezes os aquarianos “fogem” de relacionamentos que exigem compromissos e com isso tendem a ser tonar pessoas mais reservadas. O aguadeiro também é o símbolo de aquário e serve para dar de beber a todas as pessoas que não tem como chegar á uma fonte de água potável. Parece que a missão dos aquarianos está sempre focalizada na ajuda ao próximo. São pessoas idealistas que procuram por em prática a idéia de um mudo melhor e igual para todos. Algumas dicas minhas ( de astrólogo )para quebrar o tabu ou aprender a lidar com os aquarianos.

“Se você está em busca de amizade desinteressada ou uma relação afetiva, sexual ousada e estimulante. Então conheça um aquariano”

“Você erra quando tenta impor limites ao parceiro de aquário e acerta o alvo quando dá assas á sua imaginação, quando embarca na sua onda...”

“Sua esposa é de aquário? Não espere que ela vá para o fogão alegre e saltitante fazer coisas gostosas para ti, saiba que ela odeia rotina, serviços repetitivos ,as aquarianas preferem dar as ordens, comprar pronto do que pilotar fogão! Pode ser que encontre uma aquariana com ascendente em câncer ou com muitos planetas na casa 4 do seu mapa natal...vai se deliciar com invenções de uma boa mesa”

“ Quer se afastar de um aquariano(a)? Basta aprisioná-los e começar a impor regras....”

“ Inteligência, conhecimento, espiritualidade e mentalmente estimulante é o que os aquarianos esperam de uma pessoa que deva entrar na sua vida”

“ Odeiam desordem... mas é comum esquecer a pasta de dente destampada, o vaso com tampa aberta, gaveta toda bagunçada...os compromissos agendados.”
Resumindo..."Aquarianos são o que Há"! (rs).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Horóscopo Chinês 2010 - Ano do Tigre!


Este é um período explosivo. Ano marcado por brigas e desastres de todo tipo. Mais, ao mesmo tempo, é um ano grandioso, em que tudo é feito em ampla escala: as coisas boas e as coisas más não serão pequenas. Algumas pessoas farão grandes fortunas, outras perderão tudo. Não é um ano bom para especulações, elas podem voltar-se contra você. Não aja por impulso, os resultados poderão ser drasticos. Ano dificil para cultivar a diplomacia.

No entento, é possivel trazer nova vida a coisas que se julgavam perdidas. Neste ano haverá muitas mudanças: é preciso trabalhar em equipe, colaborando e confiando uns nos outros para obter resultados viáveis. O tigre custuma atacar sem pensar e nós agimos da mesma maneira, o que provoca arrependimentos depois.

Mesmo com seus aspectos negativos, o ano do Tigre provocará uma catarse, fazendo surgir o que há de melhor em nós.

O mais impretativo de tudo: não se deixe abatar pelo mau humor que tornará as coisas piores do que já são. Cultive a alegria. Mantenha a calma e no final, verá que o ano foi produtivo, caloroso, divertido e até mesmo afortunado.

Cuide para não envolver-se demais nos assuntos românticos, você poderá ser tudo, menos indiferente às coisas que lhe acontecem, em geral, provocados por você mesmo.

Por ser o ano do Tigre de metal, as pessoas procurarão projetar uma imagem fascinante e irão cultivar uma personalidade que chamará a atenção.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


O ano de 2010 se aproxima. O que devemos esperar ou agir neste novo ano? A Numerologia traz sua preciosa ajuda; assim de antemão ficamos cientes de quais padrões de energia devemos focalizar a nossa atenção no decorrer do novo ano. A soma 2+0 +1 + 0 = 3 Logo conclui-se que o ano, receberá vibração do Número ( 3 ). É um número considerado da auto-expressão, comunicação, confiança, criatividade, otimismo e do bom relacionamento social. O três ( 3 ) também carrega uma energia mística de proteção espiritual muito forte. Como por exemplo o poder da Trindade, comum nos seguimentos religiosos. Poder da presença do Pai, Filho e do Espírito Santo. Na índia é simbolizado pelo mantra OM. Na Cabala, o Número 3 é correspondente a esfera da energia BINAH, quer dizer inteligência. Na geometria, o três compõe a figura do triângulo, que é perfeito, todos lados contém a mesma medida. No tarô é simbolizado pelo Arcano Maior A Imperatriz. Uma mulher de personalidade forte, inteligente, corajosa, protetora da família, fértil e também é capaz de produzir importantes transformações sociais. Neste caso, o seu intercâmbio e sua inteligência são fundamentais para o seu sucesso. Na Astrologia, o terceiro signo é Gêmeos, que é responsável pelo elemento chave a comunicação e expressão... Olhando para toda essa simbologia mística e espiritual, tenho meu palpite de como será o ano de 2010. Ou por quais caminhos teremos que conduzir a nossa energia pessoal. Não há nada de mágica, trata-se apenas de um olhar no atuante universo simbólico, no mundo das vibrações e manifestações da energia.


O ano de 2010 será favorável as mulheres, um ano de muitas conquistas sociais e de reconhecimento pelos seus feitos. Se o três (3) , simboliza a inteligência, a comunicação, a expressão, as mulheres de fato são bem habilidosas para tratarem variados tipos de assuntos.

O ano, será favorável para os assuntos da comunicação, expressão e busca do equilíbrio no convívio social. A mídia fará cada vez mais impactos nas mudanças do comportamento coletivo, nas mudanças jurídicas e na maior tolerância entre as culturas e expressão religiosa. Momentos de reflexão! Neste ano, devemos todos ser mais tolerantes as diferenças e mais expressivos , mais abertos em nossa comunicação. E devemos evitar a fofoca, falar por detrás das pessoas! Muitos projetos só sairão do papel se tiverem em comum algum trabalho de ajuda social. Nas empresas, o foco estará no trabalho em equipe, na união de mentes, na busca por idéias criativas e nas inovações. Terão mais facilidades de manter-se no mercado de trabalho as pessoas mais versáteis, abertas para as mudanças internas, geradoras de soluções criativas. Agora é preciso saber desempenhar diferentes funções e não apenas dedicar a uma única atividade!

No aspecto social; perderá aquele que for individualista e tiver dificuldade de comunicar com as pessoas ou agir de forma desonesta. Aos tímidos, sugiro trabalhar com a timidez e começar a fazer cursos de como falar e comporta-se em público e conquistar a pessoa amada, sem precisar de um cúpido de amor. Ano de intensas atividades pela web, através de sites de relacionamento. Não deixe de criar a sua página! Ano favorável para conhecer pessoas e aumentar as amizades.

Na economia pode-se esperar um crescimento no sistema de comunicação e informação- tais como: novidades tecnológicas, novas formas de ensino, avaliação e aprendizado para os estudantes.

Você terá que investir na perseverança e concentração entre metas, desejos e alcançar seus objetivos. Surgiu problemas pessoais, financeiros, emocionais, não deverá resolvê-los sozinho, aprenda a dividir com a pessoa que está ao seu lado, muitos problemas terão soluções criativas, vindas de outras pessoas, com outra visão vida. Outro aspecto importante, é aprender a confiar na providência Divina. Não importa qual seja a sua religião você tem que manter mais aberto o seu canal de comunicação com o Deus de sua compreensão,o Deus que habita no seu íntimo. E ficar atento a sua providência, aos seus sinais. Já que a trindade é composta por 3 emanações de energia.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Preces e Orações!



As preces e orações são realizadas naqueles momentos em que estamos em comunhão com o nosso "Pai Criador" ou nossos Mentores Espirituais, visando a louvação, pedido e agradecimento de graças alcançadas.

A melhor e mais eficaz prece é aquela que falamos ou dizemos através de nossos pensamentos, sentimentos e, por conseqüência, de nossas ações. Se uma imagem representa mil palavras, uma boa ação em relação ao nosso ambiente, envolvendo pessoas e coisas, representarão mil preces.

As preces devem ser ditas com aquilo que pensamos e sentimos num determinado momento, evitando alguns modelos que podem não representar efetivamente o que passamos. Mas, alguns têm, por algum motivo, dificuldade de expressar o seu pensamento e sentimento, precisando num momento inicial, de uma estrutura formatada de prece para conduzir o seu "Eu espiritual" ao "Cosmos". Não é demérito a utilização daquilo que está disponível, pois o que será mais levado em conta é o sentimento, ou melhor, a emoção colocada naquilo que está sendo verbalizado.

As vezes, especialmente quando ficamos mais maduros, devido a nossa própria formação, cremos que temos de fazer grandes elaborações, justificando-se perante ao Plano Espiritual e perdemos de vista aquela inocência e praticidade das crianças, pois quando queremos achar a melhor fórmula, perdemos de vista a intimidade das crianças com os Planos Superiores. As crianças, de forma bem simples, chegam lá! "Deus, tudo bem, obrigado pelo dia de hoje e as coisas boas que fiz hoje. Até amanhã." Simples, não? Mas a emoção colocada nestas simples palavras é que farão a diferença.

Originado numa das raízes do Movimento Umbandista da atualidade, o Catolicismo, temos um cem números de preces, que certamente é de conhecimento de quase todas as pessoas, a exemplo do Pai Nosso e Ave Maria. Devemos utilizá-las? Certamente! Pois são mais que antológicas. Expressam forças, tanto verticais, quanto horizontais. Assim, ao realizar uma prece, mesmo que percebida como "comum", coloque a sua emoção naquilo que está sendo dito e a Espiritualidade, de acordo com o seu merecimento, estará ouvindo e conduzindo para a melhor conclusão.

Não se esqueça de que prece é magia, pois se está processando a "força do verbo", num determinado momento, expressando uma vontade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Inveja!

PAIXÃO DOS MEDÍOCRES








A inveja é uma adoração que as sombras sentem pelos homens, que a mediocridade sente pelo mérito.

É o rubor da face sonoramente esbofeteada pela glória alheia. É um humor venenoso que se expele das feridas abertas pelo desengano da própria insignificância.

Por suas forças caudinas passam cedo ou tarde, os que vivem como escravos da vaidade; desfilam lívidos de angústia, envergonhados da sua própria tristeza, sem suspeitarem que o seu ladrar envolve uma consagração inequívoca do mérito alheio. A inextinguível hostilidade dos néscios sempre foi o pedestal de um monumento.

É a mais ignóbil das torpes cicatrizes que afetam os caracteres vulgares. Aquele que inveja, rebaixa-se, sem o saber, confessa-se subalterno; esta paixão é o estigma psicológico de uma humilhante inferioridade, sentida, reconhecida.

Não basta ser inferior para invejar, pois todo homem o é de alguém, num sentido ou noutro; é necessário sofrer em conseqüência do bem alheio, da felicidade alheia, de qualquer enaltecimento alheio. Nesse sofrimento está o núcleo moral da inveja; morde o coração como um ácido; carcome-o, como caruncho; corrói como a ferrugem, ao metal.

Das más paixões, nenhuma lhe leva vantagem. Plutarco dizia - e La Rochefoucauld o repete - que existem almas corrompidas até o ponto de se vangloriarem de vícios infames; mas nenhuma ainda teve a coragem de se confessar invejosa. Reconhecer a própria inveja implicaria, ao mesmo tempo, declarar-se inferior ao invejado: trata-se de uma paixão tão abominável, tão universalmente detestada, que envergonha os mais impudidos, e se faz impossível para ocultá-la.

É surpreendente o fato de os psicólogos a terem esquecido em seus estudos sobre as paixões, limitando-se a mencioná-la como um caso particular do ciúme. Foi tão grande a sua difusão e a sua virulência, em todos os tempos, que já a mitologia greco-latina lhe atribuía origem sobre-humana, fazendo-a nascer das trevas noturnas.

O mito lhe empresta cara de velha horrivelmente fraca e exangue, com a cabeça coberta de víboras, ao invés de cabelos. Seu olhar é torvo; seus olhos fundos; os dentes negros; a língua, untada com tóxicos fatais; com uma das mãos, agarra três serpentes e, com a outra, uma hidra, ou uma teia; incuba, em seu seio, um monstruoso réptil que a devora continuamente e lhe instila o seu veneno; está esgotada; não ri; nunca o sono fecha as pálpebras sobre os seus olhos irritados. Todo sucesso feliz a aflige, ou esporeia a sua angústia; destinada a sofrer, é o verdugo implacável de si mesma.

É a paixão traidora e propícia à hipocrisia. Está para o ódio, como a gazua para a espada; empregam-na os que não podem competir com os invejados. Nos ímpetos de ódio, pode palpitar o gesto da garra que, num desesperado estremecimento, destroça e aniquila; no repto sobreptício da inveja só se percebe o rastejar tímido daquele que procura morder o calcanhar.

Teofrasto julgou que a inveja se confunde com o ódio, ou nasce dele - opinião já enunciada por Aristóteles, seu mestre. Plutarco ventilou a questão, preocupando-se com o estabelecimento de diferenças entre as duas paixões (Obras Morais, II). Diz que, à primeira vista, se confundem: parecem brotar da maldade; quando se associam tornam-se mais fortes, como duas enfermidades que se complicam. Ambas sofrem em conseqüência do bem e gostam do mal alheio; mas esta semelhança não basta para confundi-las, se prestarmos atenção às suas diferenças. Só se odeia o que se julga mal ou nocivo; ao contrário, toda prosperidade excita a inveja, como qualquer resplendor irrita os olhos enfermos.

Podem-se odiar as coisas e aos animais; só se pode invejar aos homens.

O ódio pode ser justo, motivado; a inveja é sempre injusta, pois a prosperidade não causa dano a ninguém.

Estas duas paixões, como plantas da mesma espécie, se nutrem, e se fortificam por causas equivalentes: odeiam-se mais os perversos, e se invejam mais os que merecem. Por isto, Temístocles dizia, em sua juventude, que ainda não tinha realizado nenhum ato brilhante, porque ainda ninguém o invejava.

Assim como as cantáridas prosperam nos trigais mais louros e nos rosais mais floridos, a inveja atinge os homens famosos por seu caráter e por sua virtude. O ódio não se desarma pela boa ou pela má sorte; a inveja sim.

Um sol, que ilumina perpendicularmente, do mais alto ponto do céu, reduz a nada, ou a muito pouco, a sombra dos objetos que estão em baixo: assim, observa Plutarco, o brilho da glória apouca a sombra da inveja, e a faz desaparecer.

O ódio que injuria e ofende, é temível; a inveja que cala e que conspira, é repugnante. Certo livro admirável diz que ela é como as cáries dos ossos; esse livro é a Bíblia, com certeza, ou deveria sê-lo.

As palavras mais cruéis, que um insensato lança ao rosto, não ofendem a centésima parte do total da ofensa produzida pelas palavras que o invejoso vai semeando constantemente, às escondidas; este ignora as reações do ódio, e expressa o seu inquinamento balbuciando, incapaz que é de se encrespar em ímpetos viris; dir-se-ia que a sua boca está amargada por fel que ele não consegue expelir, nem engolir. Assim como o azeite apaga a cal, e aviva o fogo, o bem recebido reprime o ódio nos espíritos nobres, e exaspera a inveja nos indignos. O invejoso é ingrato, como o sol é luminoso, como a nuvem é opaca, e como a neve é fria: naturalmente.

O ódio é retilíneo, e não teme a verdade; a inveja é tortuosa e elabora a mentira. Sofre-se mais invejando, que odiando; como estes tormentos enfermiços, que se tornam horrorosos noite, ampliados pelo pavor das trevas.

O ódio pode ferver nos grandes corações; pode ser justo e santo; é assim muitas vezes, quando quer destronar a tirania, a infâmia, a indignidade.

A inveja pertence aos corações pequenos. A consciência do próprio mérito suprime qualquer pequena vilania: o homem que se sente superior, não pode invejar, e o louco feliz, que vive com o seu delírio de grandeza, também não sabe invejar. Seu ódio está de pé e ataca pela frente.

César aniquilou Pompeu, sem rastejar; Donatélio venceu, com seu "Cristo", o velho Brunelleschi, sem se rebaixar; Nietzsche fulminou Wagner sem invejá-lo. Assim como a genialidade pressente a glória, e dá, aos seus predestinados, certos ademanes apocalípticos, a certeza de porvir obscuro transforma os medíocres em míopes e répteis. Por isso, os homens sem mérito continuam sendo invejosos, mesmo apesar dos êxitos continuam sendo invejosos, mesmo apesar dos êxitos obtidos pela sua sombra mundana, como se uma voz interior lhes gritasse que os usurpam, sem merecê-los. Essa consciência da sua mediocridade é um tormento: compreendem que só podem permanecer nas alturas, impedindo que outros chefes cheguem até eles e os descubram. A inveja é uma defesa das sombras contra os homens.

Com as distinções enunciadas, os clássicos aceitam o parentesco entre a inveja e o ódio, sem confundir ambas as paixões. Convém subtilizar o problema, distinguindo outras que se aprecem: a emulação e os zelos.

A inveja, sem dúvida, tem suas raízes, como eles, numa tendência afetiva, mas possui caracteres próprios, que permitem diferenciá-la. Inveja-se o que os outros já têm e o que se desejaria ter, sentindo que o próprio é um desejo sem esperança; tem-se a emulação em relação a alguma coisa que os outros também anelam com possibilidade de atingí-la.

Um exemplo tomado das mais notórias fontes ilustra a questão. Invejamos a mulher que o próximo possui e nós desejamos, quando sentimos a impossibilidade de disputar. Zelamos a mulher que nos pertence, quando julgamos incerta a sua posse e tememos que outros possam compartilhar dela, ou roubá-la. Disputamos os seus favores, em nobre emulação, quando temos a possibilidade de os conseguir, em igualdade de condições, com outro que a eles aspira.

A inveja nasce, pois, do sentimento de inferioridade em relação ao seu objeto. Os zelos derivam do sentimento da posse comprometida. A emulação surge do sentimento de potência que acompanha que acompanha toda nobre a formação da personalidade.

Por deformação da tendência egoísta, alguns homens estão naturalmente inclinados a invejar os que possuem tal ou tal superioridade por eles desejada em vão: a inveja é maior, quanto mais impossível se considera a aquisição do bem cobiçado. É o reverso da emulação; esta é uma força propulsora e fecunda, ao passo que aquela é uma peia que trava e esteriliza os esforços do invejoso. Bartrina bem compreendeu isto, na sua admirável quintilha:

La envidia y la emulación

parientes dicen que son:

aunque en todo diferentes,

al fin también son parientes

el diamante y el carbón.

A emulação é sempre nobre: o próprio ódio pode ser nobre, algumas vezes. A inveja é uma covardia própria dos débeis, um ódio impotente, uma capacidade manifesta de competir ou de odiar.

O talento, a beleza, a energia, desejariam ver-se refletidos em todas as coisas, e intensificados em inúmeras projeções; a estultícia, a fealdade e a impotência sofrem mais pelo bem alheio do que pela própria desdita. Por isso, toda superioridade é admirativa, e toda subjacência é invejosa. Admirar é sentir-se crescer na emulação com os maiores.

Um ideal preserva da inveja.

Aquele que ouve ecos de vozes proféticas, ao ler os escritos dos grandes pensadores; aquele que sente gravar-se em seu coração, com caracteres profundos como cicatrizes, e seu clamor visionário e divino; aquele que se extasia, contemplando as supremas criações plásticas; aquele que sente íntimos calafrios, em face das obras-primas acessíveis ao seu sentido, e se entrega à vida que nelas palpita, e se comove até que seus olhos se encham de lágrimas, e o coração irrequieto seja arrebatado por febres de emoção; aquele - tem um nobre espírito, e pode alimentar o desejo de criar coisas tão grandes, como as que sabe admirar.

Toda a psicologia da inveja está sintetizada numa fábula, digna de ser incluída nos livros de leitura infantil. Um sapo ventrudo coaxava em seu pântano, quando viu resplandecer, no ponto mais alto de uma rocha, um vaga lume. Pensou que nenhum ser tinha o direito de revelar qualidade que ele próprio jamais poderia possuir. Mortificado pela impotência, saltou até o local onde estava o vaga lume, e o cobriu com o seu dentre gelado. O inocente vagalume ousou perguntar-lhe: "Por que me cobres"? E o sapo, congestionado pela inveja, só conseguiu interrogar por sua vez: "Por que brilhas?”.

P.S: A TEA e seus templos afiliados luta constantemente contra esse câncer da alma e lamenta quando os esforços a combater esse mal não surtem efeitos nas pessoas. Cada qual tem um karma, um caminho, uma estrada. Que o astral superior os ilumine hoje e sempre.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lei de Salva!

LEI DE SALVA!




A Lei de Salva é tão antiga quanto o uso da Magia. Existe desde que a humanidade nasceu.

Os magos do passado jamais se descuidaram de sua regra, ou seja, da lei de compensação que rege toda ou qualquer operação mágica, quer seja para empreendimentos de ordem material, quer implique em benefícios humanos de qualquer natureza, especificamente nos casos que são classificados na Umbanda como de demandas, descargas, desmanchos, etc. Dessa Lei de salva ou regra de compensação, dos primitivos magos ou sacerdotes egípcios a denominação de Lei de Amsra...

Nenhum magista pode executar uma operação mágica tão somente com o pensamento e “mãos vazias” – isto é, sem os elementos materiais indispensáveis e adequados aos fins...

Qualquer ato ou ação de magia propriamente dita requer os materiais adequados, sejam eles grosseiros ou não. Vão dos vegetais ás flores, aos perfumes, aos incensos, às plantas aromáticas, das águas dessa ou daquela procedência até ao sangue do galo ou do bode preto.

A questão é definir o lado: - ou é esquerda ou é direita, negra ou branca.

Ora, como toda ação mágica traz sua reação, um desgaste, uma obrigação ou uma responsabilidade e uma conseqüência imprevisível (em face do jogo das forças movimentadas) é imprescindível que o médium magista esteja a coberto ou que lhe seja fornecida a necessária cobertura material financeira a fim de poder enfrentar a qualquer instante possíveis condições...

Então é forçoso que tenha uma compensação. Aí entra a chamada Lei de Salva ou simplesmente a SALVA.

Mesmo porque, todo aquele que dentro da manipulação das forças mágicas ou de magia, dá, dá e dá sem receber nada, tende fatalmente a sofrer um desgaste, pela natural reação de uma lei oculta que podemos chamar de vampirização fluídica astral, que acaba por lhe enfraquecer as forças ou as energias psíquicas...

E naturalmente a regra dessa Lei de Salva se baseia no senso de honestidade: “de quem tem peça três, tire dois e dê um a quem não tem; e de quem não tem nada peça e dê o seu próprio vintém”...

É claro que essa Lei de Salva ou de compensação, própria e de uso exclusivo em determinados trabalhos de magia, não pode ser aplicada em todos os “trabalhinhos” corriqueiros que se pretenda ser de ordem mágica.

Pra isso, só quem pode manipular a magia da esquerda e da direita, na Umbanda, é o médium magista (e naturalmente as entidades – Caboclos e Preto-Velhos e outros, também quando outorgados ou capacitados para isso). E já definimos como ele é, porque “todo operário é digno de seu salário”.

Já o próprio kardec reconhecia algo sobre a função mediúnica retribuída, mesmo levando-se na devida conta que, por lá, os trabalhos de certos médiuns não abrangiam um âmbito mágico propriamente considerado, quando fez, após uma serie de ponderações de ordem moral sobre o papel do médium, a seguinte observação, muito positiva até: - Postas de parte essas considerações morais, de nenhum modo contestamos a possibilidade de haver médiuns interesseiros, se bem que honrados e conscienciosos, portanto há gente honesta em todos os ofícios. Apenas falamos do abuso. Mas é preciso convir, pelos motivos que expusemos em que mais razão há para o abuso entre os médiuns retribuídos, do que entre os que, considerando uma graça as faculdades mediúnicas, não a utilizam senão para prestar serviço.

O grau de confiança ou de desconfiança que se deve dar a um médium retribuído depende, antes de tudo, da estima que infundam seu caráter e sua moralidade, além das circunstancias. O médium que, com um fim eminentemente sério e útil, se achasse impedido de empregar o seu tempo de outra maneira e, em conseqüência, se visse exonerado, não deve ser confundido com o médium especulador, com aquele que premeditadamente faça da sua mediunidade uma indústria. Conforme o motivo e o fim podem, pois, os Espíritos condenar, absolver e até auxiliar. Eles julgam mais a intenção do que o fato material.

Bem, um médium magista de fato, compenetrado de suas responsabilidades e bastante tarimbado nas lides da magia, sabe que a qualquer momento, pode estar sujeito a enfrentar os choques do astral inferior que ele combateu, mesmo porque, de tempos em tempos, precisa, inapelavelmente, refazer energias, tudo a par com certas afirmações ou preceitos especiais que sua atividade astral, espiritica e mágica requer, além de ter sempre que se pautar por um sistema de alimentação especial e uma exemplar conduta sexual, bem como, pelo menos uma vez por ano, se afastar para o campo, para haurir os ares da pura natureza vegetal.

Por tudo isso ele pode aplicar a Lei de salva, que faculdade que lhe foi dada, de ser compensado nesses gêneros de trabalhos.

Enquanto se conservar ele cônscio desses direitos, e cônscio também do equilíbrio da regra, tudo está certo e tudo lhe correrá bem...

Mas o que tem acontecido a muitos? Começam abusando da regra da Lei de Salva, começam a cobrar em demasia, já sem levar na devida conta quem tem mais ou quem tem menos, sem destinar coisa alguma a obras de caridade, deixando-se dominar pela ganância. “Passam até a inventar que tudo é magia negra e que os que os vão procurar, para qualquer serviço ou com uma mazela qualquer, estão “magiados” e arrancam o dinheiro ‘a torto e a direito”, a ponto de, para manter tal situação, ter que derivar para a magia negra mesmo...

Nessa altura – é lógico – já escorregaram para a exploração e já devem estar conscientes de que a qualquer instante podem entrar na “força da pemba porque erraram”, continuam errando, infringindo as regras da magia, da qual também são (dentro de seu grau), um guardião...

É triste vermos como a queda desses verdadeiros médiuns magistas é vergonhosa, desastrosa até...

Começa a acontecer cada uma a esses infelizes!

Desavenças no lar, separações, amigações, neuroses, bebida, jogo e uma série de “pancadarias” sem fim, inclusive o desastre econômico, com a perda do meio de vida regular que tenha, e no final de tudo, verdadeiros trapos-humanos, atiram-se à sarjeta...

Mas não devemos confundir os casos de decadência com essa coisa que anda por aí, generalizada como “umbanda”, com seus “terreiros” onde se pratica de tudo, onde todo mundo é “médium”, babalaô, etc.; fazem e desfazem, quer por vaidade e muito mais por ignorância e fanatismo.

Nem todos os Médiuns de umbanda são magistas, nem todos receberam essa condição especial, essa outorga...

Diremos mais: nem todos os caboclos e Preto-Velhos e outros tem também essa outorga ou essa ordenação, esse direito de lidar com as forças mágicas ou de magia...

Surpreso, irmão umbandista? Pois bem, nem todos os protetores da Corrente de Umbanda estão no grau de Guias e de outros mais elevados.

A maioria é de protetores auxiliares, que ainda não subiram á condição daqueles, isto é, de serem aceitos ou filiados á Corrente Branca dos Magos do Astral.

O que lhes estará faltando para isso?

A competência exigida? A experiência indispensável? A sabedoria adequada? Os segredos da ciência mágica? Uma complementação de ordem cármica?

Talvez tudo isso, ou parte disso, para poder entrar nessa citada ordenação. O fato é que nem todos os Caboclos, Preto-Velhos, etc... Tem as ordens e os direitos de trabalho para entrar com as leis da Magia na órbita mediúnica de uma criatura médium de Umbanda...

Por isso é que eles se definem logo, no principio positivo de suas manifestações, dizendo: - trago esta ou aquela ordem posso fazer isto ou aquilo; vou trabalhar dentro de tal ou qual limite, etc...

Agora, se o médium, por conta própria, influenciado pelo que ouve e vê dos outros, e para que não o julguem mais fraco, começa a fazer aquilo que não deve, ou a querer botar a mão onde não alcança fiado na sua simples cobertura mediúnica, está errado, vai-se embaralhar, vai-se perder.

É bom lembrarmos, com relação ao exposto, que cada qual usa de seu livre arbítrio como quer; nem Jesus pode limitar o exercício do livre arbítrio de uma criatura, pois esse foi reconhecido por Deus, já na condição de ser LIVRE, desde o principio carmico desta via de evolução, até o fim – por toda a eternidade.

Somente Ele – Deus – que está acima de toda ou qualquer Lei, é que sabe por que assim foi assim é assim será.

E como arremate nesses fundamentos: - um médium de Umbanda pode não ter o grau ou a condição de magista (ser apenas um simples veículo dos protetores auxiliares, e nesse caso está fora de cogitação que possa ter na sua órbita mediúnica um guia magista), estar dentro somente dos poderes inerentes a seu mediunato, e ter entre seus protetores mais elevados um guia, caboclo ou Preto-velho, possuidor da Ordenação mágica ou de magia.

Então, esse protetor, esse guia pode - é claro – executar através do médium qualquer espécie de trabalho mágico, o que independe do livre arbítrio do seu médium e de sua condição de ser ou não ser magista.

Apenas a salva, para a entidade de guarda do dito médium, fica sempre, a critério da entidade, que geralmente não pede essa compensação em dinheiro – ou pede velas, óleo ou azeite para iluminação do “congá” ou outro elemento qualquer que julgue suprir essa injunção.

E ainda quanto aos materiais usados na operação mágica ou trabalho, é ainda a própria entidade do médium que costuma pedir ou indicar, pois é ela quem vai operar ou executar.

Finalmente, o que desejamos que fique bastante claro aqui é o seguinte: o médium que não é magista de berço ou que não conseguiu adquirir essa condição não tem autoridade para fazer trabalhos de magia por conta própria, pretendendo usar para seu proveito a Lei de Salva, fiado no seu protetor ou guia que é mago. Não!

Ele não lhe dará cobertura para esse fim; essa entidade não pode arriscar-se a infringir a Lei que rege o assunto, mesmo porque não costuma acobertar a insensatez ou a ganância do médium e muito menos a sua teimosia, pois, para isso, já deu as diretrizes que ele – médium – deve seguir desde o principio.

Em suma: - trabalhos de Magia, por conta própria, dentro da Lei de Salva, só pode manipular o genuíno médium magista que está outorgado, capacitado para isso; tem ordens e direitos de trabalho e, consequentemente, enquanto obedecer às regras da lei da magia, mormente nas cobranças legais da salva, tem toda cobertura para tudo que fizer.

Fora disso é insensatez, é ignorância, é ousadia, é exploração, é vaidade ou é qualquer coisa que se queira ostentar ou pretender, mas, nunca, o uso de um direito que só tem quem pode...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Feitura de Santo! (Relato de Vovó Catarina).

Feitura de Santo! (Relato de Vovó Catarina)!



Os Cultos Afro-Brasileiros utilizam em seus rituais o método de preparação do individuo ao chamado ritual de “santo”. Ele se recolhe por um período, mais ou menos longo, numa “camarinha”, espécie de cômodo onde ele fica recluso, conforme a nação do Candomblé, ou seja, Gêge, Ketu, Angola ou outra. Durante o período de reclusão, o filho-de-santo vai estreitando os laços fluídicos com o elemento dominado por seu Orixá, ou seja, se for Oxossi o orixá do filho, ele assimila o magnetismo das folhas e matas, pois no Candomblé, Oxossi é considerado o responsável por essa parte da natureza, e assim por diante; se for Oxum, assimila as energias das fontes das águas doces; se iemanjá, das águas salgadas, embora seja isso muito deturpado nos terreiros que mantém tais rituais. Passado o período que o culto exige, é realizada a raspagem do cabelo para se fazer a parte final. Apanha-se uma pedra, que nesses cultos é chamada de otá, por processos normalmente conhecidos pelo pai ou pela mãe-de-santo. A força corresponde ao orixá é magnetizada nesse otá e na cabeça do filho-de-santo, e, em alguns casos, é feita uma pequena abertura no alto da cabeça, mais ou menos no lugar que corresponde ao chacra coronário. Aí é fixada a força do santo ou orixá, que passa a ter domínio sobre quem se submete a ele. Ma o que nem todos sabem é que, quando se realiza a matança de animais e se derrama o sangue sobre o otá, ou pedras sagradas dos candomblés, atraem-se energias pesadas e entidades primitivas que se alimentam desse energismo primário, como vampiros.

À medida que, mensalmente, se vão alimentando essas entidades com energias animalizadas e fluido vital de animais sacrificados, vai-se criando um elo mais forte entre o filho do orixá e essas forças astrais que se utilizam de tal energia. Estreita-se o laço de união e a dependência entre ambos, criando-se uma egrégora doentia, mórbida e de baixíssima vibração, que cada vez mais quer ser atendida em seus pedidos grosseiros. Tem inicio ai a magia negra, com seus rituais sombrios que tem feito muitas vitimas pelo mundo afora.

Mas o processo não termina ai. Quando o tal filho-de-santo desencarna, encontra-se prisioneiro dessas entidades que se manifestavam como santos ou orixás; passa a ser presa deles nas regiões pantanosas do além-túmulo. Em processos difíceis de descrever, inicia-se um intercâmbio doentio de energias entre os dois, e posso lhe afirmar – se não fosse pelos caboclos e pretos velhos, auxiliados pelos guardiões na tarefa abençoada de resgatar esses filhos, dificilmente os pobres se veriam livres da simbiose espiritual que lhes infelicita a existência deste lado da vida. Às vezes por anos ou séculos, mantêm-se prisioneiros nas garras de entidades perversas e atrasadas, que, quando encarnadas, alimentaram com o sangue de animais inocentes e outras exigências esdrúxulas de espíritos que deles se aproveitavam.

Os pântanos dos subplanos astrais se encontram cheios de criaturas que são vampirizadas por maltas de espíritos alimentados nos ebós e despachos realizados em matas, cachoeiras e encruzilhadas da Terra. Choram amargamente ou têm seus túmulos constantemente visitados e desrespeitados por essas entidades, com quem na vida física compactuaram. Por ai podemos ter uma idéia do trabalho que os pretos velhos e os caboclos da Umbanda têm para o resgate dessas almas infelizes. É uma tarefa que muitas vezes os nossos irmãos Kardecistas não podem realizar, pois trabalham com fluidos mais sutis e desconhecem certos segredos ou certos detalhes que envolvem os dramas de filhos, pais e mães-de-santo desencarnados, ou seja, somente quem já teve experiência nessa área poderá ajuizar melhor e socorrer mais eficazmente esses irmãos sofredores.